A ilusão da Estabilidade Financeira do trabalhador brasileiro

Por Marina Videira

A greve é um direito assegurado por lei (até onde interessa o Governo deixa-la acontecer, claro).

Porém, há muitas pessoas saindo do Brasil pra ”ganhar a vida” fora, porquê ganha mal, porquê o custo de vida é alto, porquê a educação é ruim, porquê existe muita corrupção, porquê a segurança é péssima, porquê a rede publica de saúde é terrível, etc.

Já em outros países, o trabalhador tem seus direitos assegurados por lei, e o Estado não é tão controlador a ponto de ”reter em média 1/3 do salário” igual a CLT faz (com FGTS, INSS, etc). São governos mais liberais!

O empregado ganha pela hora trabalhada e existem direitos assegurados quanto a doenças, licença maternidade, hora extra. A contribuição não chega a ser 8%.

Aqui você trabalha até Abril APENAS pra pagar impostos: IPVA, IPTU. Além de contratar saúde e educação privada, porquê esses serviços públicos são péssimos.

O empresário então? Coitado! Paga o seu salário, mais em torno de 60% a 80% a mais pro governo. Sem contar as DARFs trimestrais (parte do lucro que poderia ser reinvestido em geração de mais empregos).

Não vamos falar dos impostos sobre produtos nacionais e importados, ok?

Há vários estudos que comprovam que o trabalhador brasileiro produz pouco.

Um trabalhador americano, por exemplo, produz por quatro brasileiros.

Subentendemos que, mesmo com direitos exacerbados (comparando com outros países), o trabalhador brasileiro produz muito pouco! Não devia ser o contrário?

Sua ignorância política contribui para o benefício EXCLUSIVO do Estado.

O empregado, vira refém da CLT, com a ilusão da estabilidade financeira trazida pelo FGTS, da classe sindical que ”defende seus direitos” e aposentadoria.

O empresário tem um sócio chamado Estado, que não dá nenhum benefício pro aumento e sustentabilidade do empreendedorismo no Brasil, pois 60% das microempresas abrem falência nos seus primeiros 2 anos de vida – o que é bem triste.

No Brasil, quem ganha SEMPRE é o Estado.

Em outros países, quem ganha é o empregado e o empregador, que conseguem administrar seus interesses sem a intervenção (financeira ou não) do Estado, pois o Estado entra como um regulamentador das relações sociais.

A CLT, a terceirização, o empreendedorismo, a previdência social, precisam de uma reforma JUSTA! As classes precisam ser ouvidas! A Reforma Política precisa acontecer!

Precisamos URGENTE encontrar um equilíbrio entre os direitos e deveres do

Estado x Empresários x Empregados.

Enquanto isso, quem paga a conta somos TODOS nós.

Garçom, pode tirar os 10% do serviço, por favor?!

 

Ramo de Negócios agradece Marina Videira pela colaboração!

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