Como Inovar em Tempos de Crise?

Por Marina Videira Rodrigues

Inovação é a característica que não pode faltar em um empreendedor. Afinal, empreender já é inovar. Inovar em um país subdesenvolvido, com pouco investimento do setor público em desenvolvimento e com uma das maiores taxas de juros do mundo, não deve ser uma tarefa fácil. Mão de obra de qualidade ainda é outro desafio, pois sabemos que não temos grandes incentivos em educação e em qualificação profissional, portanto encontrar pessoas qualificadas e preparadas para inovar tem que ser uma meta para o empreendedor. Encontrar uma equipe engajada, empreendedora, proativa e corajosa é uma das chaves pra manter uma empresa em crescimento. Inovar é caro e o investimento deve ser feito pra ter um retorno a médio e longo prazo. Engana-se quem pensa que o retorno é genialmente imediato.

Uma pesquisa realizada com aproximadamente 100 empresários (a maioria de grandes empresas) mostra que 62% dos entrevistados consideram o Brasil com baixo grau de inovação. A justificativa dos empreendedores foi feita comparando o Brasil com outros países no mundo, que historicamente se desenvolveram tecnologicamente e economicamente mais rápido. Segundo os entrevistados, as empresas brasileiras têm baixo incentivo para inovar e empreender, por isso muitas empresas decidem importar tanto equipamentos quanto mão de obra mais qualificada. A capacidade de inovação é uma das melhores estratégias para manter uma empresa em desenvolvimento e crescimento, comparado com os concorrentes, mesmo em tempos de recessão econômica. Ambientes de trabalho mais favoráveis e propícios ao desenvolvimento e incentivos a qualificação do colaborador, tendem a resultar em mais ações e projetos inovadores. Por outro lado, as empresas investem até 5% do orçamento em inovação, o qual é um investimento baixo comparado ao retorno mensurado. As grandes corporações são as que mais investem, pelo simples fato de ter mais crédito no mercado e se sentirem mais seguras quanto ao risco do investimento.

Com a situação econômica atual do país, muitos pensam que inovar é uma tarefa muito difícil devido ao alto risco financeiro. Historicamente falando, produtos e serviços inovadores foram criados em economias em recessão, quando se devia ‘’criar para ganhar’’. Em tempos de estabilidade econômica a maioria das empresas ficam na zona de conforto, repetindo processos e ações pois tudo está dando certo. A instabilidade econômica traz o desconforto e a necessidade de criação, portanto a crise é a época ideal para investir em inovação, quando devemos (por necessidade) criar novos caminhos, produtos e serviços que possam gerar impacto na sociedade.

Em contrapartida, existem start-ups fazendo muito sucesso com produtos inovadores. Recentemente, um empreendedor criou uma Fábrica de Maquinas de Salgados, pois percebeu que os funcionários que faziam os salgados demoravam em média 1 hora para produzir 300 salgados. Com a máquina, a produção subiu para 2.500 salgados por hora. Além de já ter o retorno do capital investido, a empresa conta com um aumento da produção pois está exportando as máquinas para outros países.

O ponto crucial para criar um ambiente empreendedor, vai além do investimento público ou privado. Precisamos de pessoas motivadas a inovar, estudar e se desenvolver. A criação alia coragem, conhecimento e necessidades. Os líderes precisam além de investir em inovação e qualificação dos colaboradores, criar encontros informais com a equipe com o intuito de conectar ideias e projetos. Dar asas a equipe cria confiança e oportunidade de aflorar a criatividade, que no dia-a-dia fica adormecida. Quem sabe um novo ponto de vista, não complementaria o seu projeto inovador? Inove-se!

 

Ramo de Negócios agradece Marina Videira pela colaboração!

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