Varejo – Os Pilares da Consistência – Parte 1

APRESENTAÇÃO

Nos últimos dez anos, o varejo viveu uma espécie de década de ouro, com forte crescimento das vendas e aumento da sua relevância para o desenvolvimento da economia brasileira. O ano de 2015 colocou uma pá de cal em todas as boas perspectivas para a economia brasileira, oficializando a recessão no País que completou dois anos em 2016.

O varejo sentiu a freada brusca da locomotiva econômica e caiu espantosos 4,3% no ano passado. A crise impactou diretamente o consumo, o emprego e os empreendimentos: quase cem mil lojas encerraram atividades em 2015, ano em que o comércio (que inclui o varejo e o atacado) fechou quase 250 mil vagas formais de emprego.

A despeito da crise, o varejo é o maior empregador privado do País e continua a ganhar espaço em meio a um cenário de profunda crise. Se antes produtividade e eficiência eram importantes, hoje elas que definem quem sobrevive à turbulência e quem logrará sucesso quando a atividade econômica for retomada.

O varejo pode ser identificado como o núcleo de uma economia. É o setor responsável por unir dois elos da cadeia de consumo: os produtores, geralmente da indústria, e os consumidores. Além de permitir a interação entre esses atores, é também responsável pelo sortimento de produtos disponíveis para comercialização, o que abre grandes oportunidades e novos mercados dentro daqueles que já se consolidaram. Não é apenas a indústria e as universidades e institutos de pesquisas que lideram a inovação, embora sejam os campos tradicionais do desenvolvimento de novas ideias. O varejo é, hoje, a nova fronteira para a inovação.

E o que não falta ao setor é espaço para se expandir. Apenas para ilustrar, em 2015, ano de crise aguda, o consumo das famílias representou 63,4% do PIB brasileiro. Esse é o potencial do mercado doméstico, que pode crescer ainda mais.

O Ranking NOVAREJO Brasileiro 2016 apresenta os resultados de um estudo realizado pelo Centro de Inteligência Padrão (CIP), em parceria com a Serasa Experian e o Insper, que investigou o comportamento das principais empresas do varejo brasileiro, mostrando como o setor será o protagonista da recuperação econômica nacional.

Entre os números mais importantes do ranking que serão apresentados nas próximas páginas, destacam-se:

  1. O faturamento das 300 maiores varejistas brasileiras cresceu 9,2% em 2015.
  2. O número de lojas das 300 mais expandiu 6,2% em 2015.
  3. A rentabilidade por loja cresceu 4,0%.
  4. As 300 maiores empregaram 1,41 milhão de pessoas, 2,7% mais que em 2014.
  5. A produtividade média por funcionário aumentou 6,2%.

OBJETIVO

O varejo é um dos principais setores da economia, seja em termos de geração de riqueza, seja em quantidade de empresas. Ainda hoje, porém, é um dos setores mais carentes de informações e conhecimento para tomada de decisão, visto que é um setor pulverizado.

Considerando essa realidade, o Ranking NOVAREJO Brasileiro tem o objetivo de prover o mercado do mais completo panorama do setor no País, apresentando dados, análises e insights valiosos, que foram aprimorados em relação à edição de 2015. Com grande repercussão junto ao mercado varejista em sua primeira edição, o Ranking NOVAREJO Brasileiro evoluiu enquanto referência para consulta e definição de estratégias relacionadas ao negócio, visando ao crescimento e à profissionalização das empresas do setor.

Em virtude da carência de dados das empresas e do setor, alguns dados do Ranking foram estimados pelo mercado ou pela equipe do CIP, e não puderam ser auditados. Por essa razão, este material não deve ser considerado um documento oficial com caráter contábil. Ainda assim, as análises aqui contidas oferecem uma referência válida e valiosa a respeito do momento atual e das tendências do setor varejista.

CONCEITO

O varejo inclui todas as atividades relativas à venda de bens e serviços diretamente aos consumidores finais para uso pessoal, segundo Philip Kotler, professor de marketing da prestigiada Kellogg Graduate School of Management. Considerando essa definição, varejista é qualquer instituição que tenha como atividade a venda de produtos ou serviços ao consumidor final, não importa qual seja o canal utilizado para isso. Toda transação que ocorre em uma loja, na internet, por telefone, pela televisão ou na casa do consumidor, envolvendo atividades relacionadas à venda direta de produtos e serviços aos consumidores finais, para uso pessoal e não relacionado a negócios caracteriza-se como varejo.

Para Juracy Gomes Parente, professor do Departamento de Mercadologia da FGV-EAESP, o varejo consiste em todas as atividades que englobam o processo de venda de produtos e serviços para atender a uma necessidade pessoal do consumidor final.

O varejista, de acordo com Antonio Carlos Giuliani, professor de marketing da Unimep, é um negociante que vende produtos e serviços, de uso pessoal ou familiar, aos consumidores, sendo ele o último negociante de um canal de comerciantes.

 

REVISTA NOVAREJO P. 11 e 12

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