Varejo – Retomada da Confiança e o Crescimento Econômico

O estudo realizado para o Ranking NOVAREJO Brasileiro, com base nos balanços de cerca de três mil empresas, de 12 segmentos, encerrados em dezembro/2014 e dezembro/2015, comprova a gravidade da situação no País e a necessidade de traçar novas diretrizes.

Os resultados atestam que fatores como inflação alta, baixo crescimento ou desempenho negativo do PIB, aumento das taxas de juros e ausência de confiabilidade, por parte dos investidores e consumidores, influenciaram a performance das companhias no ano passado. A pesquisa apontou queda nas vendas e na rentabilidade na maioria dos setores, enquanto o nível de endividamento cresceu. Como consequência, houve aumento das empresas classificadas em default. Essa piora foi influenciada pelo desempenho desfavorável na maioria dos segmentos e pela dificuldade de honrar os pagamentos.

Quando se avalia risco de crédito dessas empresas, na comparação junho/2015 e junho/2016, verifica-se que, dos 12 setores analisados, apenas um registrou involução em default (casa e decoração). Por outro lado, em média, 74% das empresas foram classificadas com risco baixo e moderado, com destaque para os segmentos de super e hipermecados (84%), óticas (81%) e farmácias, cosméticos e perfumaria (80%).

Para o varejo voltar a crescer é preciso estimular a economia e colocar o Brasil no trilho do crescimento. O desafio exige duas linhas de ações. A primeira se refere à macroeconomia e se resume a várias reduções, começando pela inflação, por meio de uma política monetária e creditícia responsável. Passa ainda pelo recuo do déficit externo e pela redução do déficit e da dívida pública.

A segunda linha está relacionada com a microeconomia. Aqui, o desafio é o resgate da confiança. Criar uma nova relação com o setor privado, especialmente sobre os investimentos em infraestrutura (com regras claras e estáveis, retomada do processo de privatização/concessão, fortalecimento das agências reguladoras etc.) e também reorientar a política externa do País visando à aceleração de acordos comerciais com países/blocos economicamente relevantes.

Retomar a confiança é fundamental. Confiar no futuro leva a população a poupar e consumir conscientemente. A confiança em um ambiente regulatório também é urgente. As leis têm de ter finalidade social e não podem, por exemplo, colocar em risco a inclusão social, alcançada graças ao crédito, importante ferramenta de combate à pobreza e crucial para o desenvolvimento econômico.

É importante destravar mecanismos que seguram o avanço. Nesse contexto, o varejo contribui para a retomada da geração de novos empregos, pois o setor é o segundo maior empregador do Brasil.

Com o objetivo de auxiliar na retomada do crescimento da economia, nós da Serasa Experian temos o compromisso de atuar por um sistema de crédito sustentável, ajudando em especial os brasileiros inadimplentes a recuperar sua cidadania financeira, permitindo, assim, a melhoria da produtividade e competitividade das empresas.

 

JOSÉ LUIZ ROSSI Ranking Novarejo Brasileiro. P.06

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